segunda-feira, 19 de abril de 2010
cansaço.
Me segure enquanto o cansaço me toma: meus joelhos estão cedendo! Meus olhos se fecharam no sobressalto da dor, mas eu estou acordando! – E isso faz minha cabeça latejar. As mãos perderam a força, e o aperto ficou frouxo. O coração está parando, suas batidas sussurradas. As narinas se incham, no último inspirar de esperança. Eu estou morrendo. Mas estou morrendo acordado – sei que estou morrendo, e o porquê; Caindo lentamente no precipício da razão, esperando a última pedra do caminho: a que me tire o último sopro de vida! E nessa angústia do cair, sua imagem em minha mente: olhos e boca pelos quais arrisquei tudo, doçura que me fez provar do gosto mais amargo – Sonho, em meu novo mundo de razão. Só espero que você veja; veja que perdi a razão ao te encontrar; veja, que morei em um sonho, uma vida irreal, da qual eu não queria despertar, mas que você agiu como alarme; Veja, que meu último sopro de vida é você, e que a última pedra só depende de você: não a coloque em meu caminho - deixe-me viver no eterno cair do penhasco: sabendo que terá um fim; apenas sabendo e esperando. Não me mostre nosso fim.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
meu mundo.
Tenho o mundo em você.
Se me pedes estrela,
roubo o brilho delas e coloco em seu olhar;
Se me pedes arco-íris,
encontro em seu sorriso ao me ver passar;
Se me pedes sol,
aquece meu peito em nosso beijar;
Se me pedes chuva,
nosso suor, o nosso transpirar;
Se me pedes veludo,
som de sua voz, o seu ressoar;
Se me pedes seda,
todo seu corpo, em cada movimentar;
Se me pedes o inferno,
queima em nossos corpos à se encontrar;
Se me pedes paraíso,
eu encontro em seu olhar!
Se me pedes estrela,
roubo o brilho delas e coloco em seu olhar;
Se me pedes arco-íris,
encontro em seu sorriso ao me ver passar;
Se me pedes sol,
aquece meu peito em nosso beijar;
Se me pedes chuva,
nosso suor, o nosso transpirar;
Se me pedes veludo,
som de sua voz, o seu ressoar;
Se me pedes seda,
todo seu corpo, em cada movimentar;
Se me pedes o inferno,
queima em nossos corpos à se encontrar;
Se me pedes paraíso,
eu encontro em seu olhar!
domingo, 4 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
explosão.
Exploda. Que se parta em cacos: corpo, mente, sentidos. Big-Bang interno. De dentro pra fora. Não há casca, parede, membrana que reprima o conteúdo. Não há espaço mais, ocupou-se, acabou-se, inquietou-se; Não se consegue acalmar! É uma força desvastadora; explora sentidos, explora mente, explora físico: detona-me quando faz pressão sobre minha fina pele que logo arrebentará, cedirá, explodirá. E quando não restar corpo, mente ou sentidos, o amor restará! E restará em total tamanho, expansivo como deve, tomando todo e qualquer lugar para se criar, estabelecer, inundar; restará em tamanho infinito, em grandeza escalar e métrica; restará sem fronteiras; restará em seu todo; restará como sempre foi, mas que não cabia apenas em meu frágil corpo físico; E aí sim você perceberá, que meu coração explode por te amar!
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