domingo, 27 de junho de 2010

engole.

E quando fores reclamar de minhas atitudes, engula todo seu veneno por essa garganta à qual muitas línguas devem ter passado e até mesmo se abrigado. Engula de seu veneno e morra lentamente, assim como eu morria quando injetaste sua vida em minhas veias. Morra lentamente, perca sua liberdade, perca-se de ti e não me procure. Não estou mais aqui pra ti.
E o que quero ver é se, com este veneno em suas veias, se tornará o monstro que sempre aparentou esconder nas suas escuras entranhas, ou se vai ajoelhar-se e se arrastar à cada passo meu, fracamente, assim como eu fiz diante de ti, e repetirá a atitude que tanto criticou quando mestra da situação. Me implore, mas já não sou sua.

portas do meu mundo.

E eu te abro meu mundo. Entre, sirva-se de uma dose de meu ar. Saceie sua sede de tomar-me a vida por longos e lentos tragos. Mantenha-me dependente de sua bondade, à beira do abismo. Entre, as portas estão abertas pra ti, mesmo que seus objetivos sejam maléficos, meus princípios me impedem de fechar-te a porta à cara. Te recebo bem, te ofereço meu sangue, interrompo o respirar para que o barulho não te encomode. E que pare esse pulsar do coração, que age como grito em meio ao silêncio, e se necessário arranque-me os olhos, pois eu já vivo na escuridão. Respire meu ar, trague minha vida, inale o cheiro de meu amor, tome de minha saliva. É essa sua maldade que me mantém viva.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ódio.

Eu preciso me recompor. Eu preciso juntar as partes que insistem em se repelir à cada lembrança sua. Eu preciso livrar-me desse veneno em meu sangue. Eu preciso retomar cada célula de meu corpo. Eu preciso me viver. Quero que você saia de cada parte de mim, de cada mísero e infrutífero canto do meu ser. Deixe-me abrigar-me em minha máscara fria de desamores que, antes, nada mais eram do que vaidade e orgulho, mas que, hoje, não passa de minha realidade. Deixe-me voltar às minhas origens onde o amor não passa de um mito, afinal, é o que é. Deixe-me te odiar por inteira. Deixe-me fugir da sua insignificante presença como o diabo foge da cruz. Deixe-me jogar seu nome no lixo, e que os ratos roam. Sinta todo ódio e desprezo que sinto por meu ser, por conseguir e insistir em te amar. Sinta todo o ódio e rancor que tenho de seus podres atos, que insisto revoltantemente em perdoar. Quero que sinta a força do meu querer expulsando-te do meu ser. Sinta o meu desprezo. Sinta tudo que eu senti, enquanto recolho-me à minha indiferença. Sinta, e quando perceber, serei eu que estarei em seu ser, em cada insignificante canto escuro de suas veias; sinta-se presa, pertencente à mim; vulnerável e dependente de minha esplendorosa presença; Sinta o amor doentio que carrego como fardo; Sinta o não-querer do meu querer. Sinta tudo que sinto, imersa em suas mentiras e frigidez; Aí então, minhas partes se formarão em uma, e eu me recomporei sobriamente e friamente despedaçarei os cacos do seu ser, em alusão ao que fizestes com meu amor. Vista sua armadura e defenda-se dos golpes, mas, como o vento, entrarei por cada espaço, tomando-te, esfriando-te; Te forçarei à vestir a mesma máscara fria dos desamores que ingenuamente deixei que, carinhosamente, fosse posta em meus rosto. Adore-me como te adorei. Ame-me como sempre te amarei. Odeie-me como me fizeste te odiar. Recomponha-se como me recomporarei. E não viva, assim como não viverei.

eu não.


É quando eu me despedaço que sinto o poder que você tem sobre minhas partes, mesmo que separadas. É quando a atração que você exerce é a de separação, em vez de obrigar-me à me recompor. É quando cada parte de mim voa, em sentidos opostos, e o centro está vulnerável. É quando sinto meu escudo despedaçar-se ao vento forte que o golpeia. Enfia-me a espada fundo, retorça-a dentro de mim: dê motivo para essa dor que sinto. Jogue-me às traças. Decomponha-me fisicamente. Deixe-me em frangalhos, assim como estão minhas emoções. Mergulhe todo seu amor e sua paixão no molho de meu sangue. Eu não espero mais nada de ti. Eu não espero me recompor. Eu não.

" Let's talk this over
It's not like we're dead
Was it something I did?
Was it something you said?

Don't leave me hangin'
In a city so dead
Held up so high
On such a breakable thread

You were all the things I thought I knew
And I thought we could be

You were everything, everything that I wanted
We were meant to be, supposed to be
But we lost it
All of our memories so close to me
Just fade away
All this time you were pretending
So much for my happy ending

It's nice to know that you were there
Thanks for acting like you care
And making me feel like I was the only one
It's nice to know we had it all
Thanks for watching as I fall
And letting me know we were done "

( My Happy Ending - Avril Lavigne )

quinta-feira, 20 de maio de 2010

parte.

Parte de mim preserva sua pureza,
A outra parte te ganha com destreza

Parte de mim age com receio
A outra parte não sabe usar o freio

Parte de mim com rapidez te devora
A outra parte degusta sua demora

Parte de mim é urgente,
Mesmo que meio inconseqüente

Parte de mim é espera:
Há um meio de domar essa fera

Parte de mim é amor,
E a outra parte também.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

" Just when I had you off my head
Your voice comes thrashing wildly through my quiet bed
You say you wanna try again
But I've tried everything but giving in

I bought a ticket on a plane
And by the time it landed, you were gone again
I love you more than songs can say
But I can't keep running after yesterday

So why you wanna break my heart again?
Why am I gonna let you try?

When all we ever do is say goodbye
All we ever do is say goodbye
We say goodbye "

( All we ever do is say goodbye - John Mayer )

relógio.

Na varanda eu vejo o céu se transformar, passando pelos seus tons de laranja e violeta antes de chegar ao negro manto que cobre a Terra; Hoje não tem estrelas. Entardeceu. Por mais negro que esteja o céu, ainda não é o fim do dia. Neste céu não há mudanças, e só se percebe a aproximação do fim do dia à partir do relógio na parede, que bate à cada meia hora, fazendo sua cabeça latejar de dor: Não, a culpa não é do relógio. A falta de brilho no céu me é familiar; A escuridão que toma o horizonte me reflete. E é quando o relógio bate o começo de um novo dia, que só me resta deitar. E que seu sonho seja o mesmo que o meu.

" The stars lean down to kiss you,
And I lie awake I miss you,
Pour me a heavy dose of atmosphere.
Cause I'll doze off safe and soundly,
But I'll miss your arms around me
I'll send a postcard to you dear,
Cause I wish you were here.

I'll watch the night turn light blue,
But it's not the same without you,
Because it takes two to whisper quietly,
The silence isn't so bad,
Till I look at my hands and feel sad,
Cause the spaces between my fingers
Are right where yours fit perfectly.

I'll find repose in new ways,
Though I haven't slept in two days,
Cause cold nostalgia chills me to the bone.
But drenched in Vanilla twilight,
I'll sit on the front porch all night,
Waist deep in thought because when I think of you.
I don't feel so alone.

As many times as I blink I'll think of you... tonight.
I'll think of you tonight.

When violet eyes get brighter,
And heavy wings grow lighter,
I'll taste the sky and feel alive again.
And I'll forget the world that I knew,
But I swear I won't forget you,
Oh if my voice could reach back through the past,
I'd whisper in your ear,
Oh darling I wish you were here! "

( Vanilla Twilight - Owl City )

terça-feira, 11 de maio de 2010

mãe.


Eu não vou falar que você é única, que é minha melhor amiga, que poderei contar com você em todos os momentos da minha vida, que você sempre fez muito por mim; Não, esta não é você. Você é simplesmente a base de tudo, a força que me impulsiona mundo à fora e que, ao mesmo tempo, mantém meus pés no chão; Você é o chão: Base estável para qualquer construção, do simples tijolo assentado, ao castelo monumental. Você não fez “muito” por mim... você fez tudo aquilo que estava, e até mesmo o que não estava à seu alcance, você fez e continua fazendo, por mim. A verdade é que eu não deveria dedicar nada à você neste dia, “mãe” é tão pouco perto de você, chega à ser insignificante, clichê demais. Clichê também são as palavras que posso te dedicar, mas elas estarão carregadas de tanto amor e admiração que, eu sei, apesar de simples, você sentirá a grandiosidade por trás delas. Eu só gostaria de poder expressar o tamanho da admiração e do orgulho que sinto de você, porque isso, ninguém poderá entender: todos temos uma mãe, mas nem todos temos nessa mãe uma heroína, um exemplo de vida e moral à serem seguidos; um ponto de retorno que, mesmo desmoronando, se faz forte à minha chegada; uma base de apoio e combustível que segue ao meu lado, por toda a minha vida, me dando forças para atravessar cada obstáculo colocado à minha estrada. E que assim seja, “por toda a minha vida”, porque você é essencial na minha vida, tanto quanto eu sei que sou na sua.
MÃE, Eu Te Amo!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

não importa mais.

E não importa se o que restou daquele tempo foram apenas poemas em capas de cadernos e versos em guardanapo. Não importa se foi tempo perdido, se foram palavras sem sentido e muito menos a saliva que acumulou-se em meus ouvidos. Não importa os arranhões dados, e os tapas imaginados. Não importa mais os dias passados, e nem o futuro criado. Não importa se não te fiz feliz, se minha presença nunca te deu arrepios. Não importa se seu estômago aceitava minha companhia, revirando-se por dentro ao rejeitar a aproximação dele. Não importa se os olhos eram frios e indiferentes. Não importa o vazio entre os dedos e a falta de brilho no olhar. Não importa se havia chama. Não importa se você não respondeu ao meu chamar. Hoje, simplesmente, não importa...
Mas nada vai mudar o meu jeito de te amar; Não importa.

espetáculo.


É quando os pés já não se movem, e os braços cruzam-se no peito como um gesto de defesa não-intencional. Os nós dos dedos pulsam ao esmagar do polegar, e a veia dos pulsos está à mostra. A boca treme, junto ao lacrimejar dos olhos já injetados, que ganham ainda mais contraste no roxo das noites mal dormidas. O pescoço está imóvel, diferentemente das pernas que bambeiam como um elefante no fio de nylon. As unhas se enterram com força brutal nas palmas de suas mãos, mas você não sente a dor, sente apenas o arranhar de sua garganta ressecada, e os batimentos cardíacos aproveitam a desculpa de sua fantasia para fazer um novo enredo: é noite de espetáculo. O oxigênio passa rapidamente pela longa avenida formada de veias, tão rápido que você nem o percebe. O que você percebe é o frio que te toma à partir da espinha, e a ânsia de botar toda essa agonia pra fora; Mas nem as palavras você consegue botar. É quando você percebe isso, que seus joelhos automaticamente se dobram, e te jogam ao chão que parece ser feito de pregos que, de tão grandes, chegam à sua alma e pescam o seu passado. Você se encolhe. O frio de seu corpo contrasta com seu rosto, que parece em chamas. Os olhos, fechados, são indiferentes; mas quando abertos, queimam em meio ao líquido; Até que você os feche, e não abra mais.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

história.


... O suicídio aconteceu no mesmo dia em que o Menino do cabelo verde perguntou à Menina do cabelo amarelo:

Menino do cabelo verde: Você acredita em amores assim, como o nosso?
Menina do cabelo amarelo: Como o nosso?.. Como assim?
Menino do cabelo verde: Amores... eternos...
Menina do cabelo amarelo: ...
Menina do cabelo amarelo:Acho que é eterno enquanto dura...
Menino do cabelo verde: E que dure pra sempre?
Menina do cabelo amarelo: O “pra sempre” sempre acaba!
Menino do cabelo verde: ... o meu “pra sempre” nunca vai acabar! Você vai sentir, pra sempre, a força dessas palavras, e a força do meu amor andando sempre do seu lado! O tempo não agirá sobre nosso "pra sempre"!
Menina do cabelo amarelo: Como você vai fazer isso?
Menino do cabelo verde: Vou parar o tempo... vou parar no agora!
Menina do cabelo amarelo: É impossível parar o tempo!
Menino do cabelo verde: ... então eu vou parar nele...
.................
Menino do cabelo verde: Eu só quero que seja pra sempre....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

cansaço.

Me segure enquanto o cansaço me toma: meus joelhos estão cedendo! Meus olhos se fecharam no sobressalto da dor, mas eu estou acordando! – E isso faz minha cabeça latejar. As mãos perderam a força, e o aperto ficou frouxo. O coração está parando, suas batidas sussurradas. As narinas se incham, no último inspirar de esperança. Eu estou morrendo. Mas estou morrendo acordado – sei que estou morrendo, e o porquê; Caindo lentamente no precipício da razão, esperando a última pedra do caminho: a que me tire o último sopro de vida! E nessa angústia do cair, sua imagem em minha mente: olhos e boca pelos quais arrisquei tudo, doçura que me fez provar do gosto mais amargo – Sonho, em meu novo mundo de razão. Só espero que você veja; veja que perdi a razão ao te encontrar; veja, que morei em um sonho, uma vida irreal, da qual eu não queria despertar, mas que você agiu como alarme; Veja, que meu último sopro de vida é você, e que a última pedra só depende de você: não a coloque em meu caminho - deixe-me viver no eterno cair do penhasco: sabendo que terá um fim; apenas sabendo e esperando. Não me mostre nosso fim.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

"I don't want to leave her now
You know I believe and how"

( Beatles - Something )

quinta-feira, 8 de abril de 2010

meu mundo.

Tenho o mundo em você.
Se me pedes estrela,
roubo o brilho delas e coloco em seu olhar;
Se me pedes arco-íris,
encontro em seu sorriso ao me ver passar;
Se me pedes sol,
aquece meu peito em nosso beijar;
Se me pedes chuva,
nosso suor, o nosso transpirar;
Se me pedes veludo,
som de sua voz, o seu ressoar;
Se me pedes seda,
todo seu corpo, em cada movimentar;
Se me pedes o inferno,
queima em nossos corpos à se encontrar;
Se me pedes paraíso,
eu encontro em seu olhar!





domingo, 4 de abril de 2010

"For the crown you've placed up on my head feels too heavy now
And I don't know what to say to you but I'll smile anyhow
And all the time I'm thinking, thinking..."

( Hunter - Dido )

quinta-feira, 1 de abril de 2010

explosão.

Exploda. Que se parta em cacos: corpo, mente, sentidos. Big-Bang interno. De dentro pra fora. Não há casca, parede, membrana que reprima o conteúdo. Não há espaço mais, ocupou-se, acabou-se, inquietou-se; Não se consegue acalmar! É uma força desvastadora; explora sentidos, explora mente, explora físico: detona-me quando faz pressão sobre minha fina pele que logo arrebentará, cedirá, explodirá. E quando não restar corpo, mente ou sentidos, o amor restará! E restará em total tamanho, expansivo como deve, tomando todo e qualquer lugar para se criar, estabelecer, inundar; restará em tamanho infinito, em grandeza escalar e métrica; restará sem fronteiras; restará em seu todo; restará como sempre foi, mas que não cabia apenas em meu frágil corpo físico; E aí sim você perceberá, que meu coração explode por te amar!



"you are..."

domingo, 28 de março de 2010

intensidade.

Não te desejo. Não desejo seu pescoço, coxas e seios; assim como não desejas meus lábios, orelhas e braços. Mas isso faz-se intensidade em nosso aperto de aço, em nossos braços como laços, em nosso nunca separar. Tira-me a consciência seu cheiro, e faz-me perder no brilho de seus olhos, e me ganhas por inteiro. Passo a desejar-te sem receio. Sem freio. Nossos corpos debatem-se, querendo um o espaço do outro; Quem dera fosse físico.. o meu desejo é químico! Não desejo estar em seu corpo, e nem o seu calor; desejo estar em cada célula sua, que unam-se às minhas e faça-se fogo! Refrea-me, refrea-me! Quem dera fosse físico! Quem dera não fosse vício! Quem dera existisse cura, chance, escolha: não há! Nem mesmo morfina cessa este desejar! Não há mais tempo pra mim, não há mais “mim”, estou em você, sou você! Estás em cada energia que me move, em cada célula até então intocada, lá está você!
Não te desejo sexualmente, te desejo em amor intenso; Sem fundamento. Sem razão de amar!
E aqui estou, sem “mim”, sem razão.. esperando apenas sua condição, e se não me escolheres: morte à mim, então!



sexta-feira, 26 de março de 2010

perfeita, aonde?

Aos meus olhos,
Que te veem em plena perfeição.
Dá-me vontade de estender-lhe a mão,
e poder tocar-te a face bela;
e ouvir o timbre conhecido,
aos sussurros;
e sentir o calor do abraço,
e me fechar,
perder, em seu braço.
Mas não posso, e agora?
O que é que faço?
Me perco em meu espaço.
Imaginando-te, amando-te...
Em silêncio, ou aos berros,
que insisto que te encontrem,
que te façam ouvir, ao longe,
apenas oque quero te dizer:
Que és minha vida,
E sem você não sei viver!


quinta-feira, 25 de março de 2010

" I feel so broken up
And I give up
I just want to tell you so you know

Here I go, scream my lungs out and try to get to you
You are my only one
I let go, there´s just no one that gets me like you do
You are my only, my only one! "

( Only One - Yellowcard )

bg.

acredite.

Sou apaixonado por você. Mas essa paixão mora apenas em mim, e por mais que eu queira desabilitar meu coração, não consigo; Me vem a vontade, o desejo e tudo começa outra vez, e mais uma vez sei que vou chorar e sofrer por saudade. Saudade de alguém que nunca beijei, saudade de alguém que nunca sequer conversei; Saudade, apenas saudade. Mas por enquanto fico nessa longa espera. E, por mais que eu tenha beijado, desejado e amado alguém, tudo não passou de encontros físicos, nada além disso: porque o meu "EU", vive na espera, quem sabe, do dia que você notar, ou acreditar que eu não sou apenas mais um entre tantos outros, que gostaria de ter a chance de te mostrar o que é viver, o que é sorrir e o que é ser amada.
Não sou louco: os loucos não amam, loucos não entendem. Então chego à conclusão que o mundo é louco, pois ninguém entende a capacidade sincera que tenho de te amar e de te entender. Não quero atrapalhar seus namoros, sua vida e suas conquistas, entendo minha posição, quero apenas poder vibrar, mesmo que de longe, pelas suas conquistas e com um enorme sorriso dormir e sonhar com você, novamente.




sexta-feira, 19 de março de 2010


" Oh baby I'll try to make the things right
I need you more than air when I'm not with you
Please don't ask me why, just kiss me this time
My only dream is about you and I
Can I get to your soul?
Can you get to my thoughts?
Can you promise we won't let go? "

( Stereo love - Edward Maya feat. Alicia Keys )

medo.

Eu não te contei? Tem certeza?
Não te contei que meu maior medo é te perder? Não contei que o que me apavora nas noites mal-dormidas é o medo de que todos esses sorrisos bobos e apaixonados se transformem em lágrimas incapazes de serem enxugadas?; Que tenho medo de que as músicas que hoje formam nossa trilha sonora, um dia deixem o doce das melodias e agridam meus tímpanos com o ritmo romântico que, um dia, embalou totalmente minha vida; e que isso me faça lembrar os nossos bons momentos, e os ruins também.. onde você estava presente, e que isso torne a melodia não mais romântica, e sim depressiva; Não contei do meu medo de que, como café, uma separação me impeça de sentir seu suave perfume, e que minhas narinas se encham, como um grito abafado, clamando por aquele perfume único, que é formado pela essência do seu ser: doce, como fosse abstinência! Medo, que meus lábios ressequem com o ar que possa tomar o lugar de sua boca, e que meus dentes punam minha língua com mordidas vorazes, chorando sua falta, expressando a dor de sua ausência; Tenho medo, também, que meu corpo se torne gélido e insensível sem a delicadeza de seus toques, que conseguem buscar em meu interior a libido necessária...
O meu medo, é que eu me perdi em você, e eu não posso te perder!


terça-feira, 16 de março de 2010

tempestade.

Quando tudo estava planejado, calado, rotineiro... quando tudo parecia acertado e todos os passos eram premeditados... VOCÊ APARECEU. Turbulência, furacão. Errupição de sentimentos fez de mim seu alvo. Fez-me reviver, re-ativar meus sentimentos perdidos nos devaneios e loucuras de alguém indiferente, me re-encontrei. Loucura, obsessão. Ensinaram-me, em geografia, que errupições e furacões são desastres que desmancham coisas já construídas, mas a vida me ensinou que logo depois da tempestade, chega a calmaria. Às vezes é bom desmancharmos o passados e construirmos algo novo. O passado desgasta, contém lembranças que machucam. O novo, é um amontoado de esperança, para que o futuro seja melhor do que o passado. Esqueceram de contar-nos que quem faz o futuro somos nós, hoje.
Foi exatamente por isso, que em meio à essa tempestade, me desapeguei de todas as lembranças do meu passado, joguei tudo fora. Pensava no futuro, eu e você. Sonho.
Outra vez, a tempestade. Derrubou meus sonhos ao chão, fez-me perder tudo que tinha, até mesmo a esperança de construir um futuro. Morri. Roubaram-me a vida, me colocaram no vácuo sem meu ar pra respirar, tiraram a rosa e deixaram o espinho. Você se foi.
Não reclamo, não contesto. Aceito, mas não compreendo. Não tivestes passado por um furacão? As casas derrubadas não se reconstroem do chão, as plantas não renascem.

Eu sei que estamos passando por momentos de tempestade, onde tudo é negro e maldoso, não há vestígios de luz e tudo em nossa volta, morre. Mas sei também, que se há esperança, se há sentimento, se há amor e se for de nosso destino ficarmos juntos, nós ergueremos nossa casa, faremos nosso futuro. Nunca deixei morrer a esperança, mesmo que sem vida, sem você.
Só te peço que tenha atenção em seus atos, hoje. Porque nós construimos o nosso futuro, e independentemente do meu lugar em sua vida, estarei com você, martelarei cada prego de sua casa, assentarei todo tijolo...ao seu lado.
E nunca se esqueça: depois de toda tempestade, chega a bonança!
EU TE AMO.



apaixonando-se.

Você é diferente de todas as pessoas que eu conheci na vida.
Quando preciso de você em momentos ruins você está ali para me apoiar, tanto quanto quando preciso de você para se divertir comigo. Você está presente do primeiro ao o último minuto da minha vida.
Só tenho a te falar que meu amor por você não é como a chuva que cai e seca, nem como o vento que passa, mais sim como a terra que sempre presente está firme, persiste à todos os impasses, tempestades e ventanias.
Quanto mais o tempo passa, mais eu gosto de você.
Você me conquista com pequenas atitudes. Me faz sonhar, imaginando-
te. Me conquista dia-a-dia, cada vez com mais intensidade.



amor cinematográfico.

Sol do meu dia, minha estrela guia, minha flor sem espinhos, meu anjo salvador no inferno caótico, meu milagre na terra. Assim definiria oque é você em minha vida, e ainda assim faltariam palavras. Algo inexistente, algo como um cometa raro que demora milhões de anos para passar de novo, um milagre que presenciei, um anjo que caiu do céu direto em minha vida, em meus pensamentos, sonhos e desejos. Meu anjo.
Minha base: me sustenta, me protege, me dá a segurança necessária pra tomar as atitudes mais diversas, nos momentos mais importantes da minha vida. Me apoia, me difere, me reprime nos momentos certos, e me elogia nos mais inesperados. Me ajuda, me corrige. Me acompanha. Me faz viver!
Sua aparência não difere da dos meus sonhos; Nem a interior, nem a exterior. Como um diamante que faz-se enchergar seu valor; brilha!
Me perseguiu à vida toda em meus sonhos, em meus mais loucos desejos de um grande amor cinematográfico que, enfim, entrou em minha vida. É uma pena que, como nos filmes, além de um amor imenso, existam também obstáculos que nos separam: Por pouco tempo. Sei que vamos superar e depois, rir disso. Nós teremos um final feliz, viveremos nosso amor... pra sempre!
Um amor imensurável, inexplicável. Eterno.


início.


Toda uma história de uma amizade de mais de 2 anos, a qual a gente esperava nunca passar de amizade; que se tornou uma forte e intensa história de amor, que ainda está no começo e que não vai ter fim. Um amor com a sinceridade da nossa amizade ainda constante em nosso dia-a-dia, com a maior intesidade que nossos corações podem suportar, com a saudade que nos faz pensar um no outro o dia inteiro, e sonhar sonhos de encontros. Imaginar-nos ao pôr-do-sol, ao vento leste, ao frio do sul, ao calor nordeste.
Em menos de um mês o sentimento que mantínhamos um pelo outro mais do que duplicou. Tornou-se o maior possesor de nosso coração e corpo, sem ele não sabemos mais viver. Sem a intesidade, os nervos, a saudade, os pensamentos. Tornou-se maior que qualquer outro sentimento; mais forte que qualquer pulsar do coração.
Não sei como isso pôde acontecer, mas aconteceu.
Quando tudo estava escuro, morto, sem razão... eis que aparece a verdadeira razão dos meus últimos dias, me fazendo esquecer o passado e me ensinando à não cometer os mesmos erros; me ensinando que melhor que lembrar o passado, é viver o presente e planejar o futuro.
Eu te amo, e não sei como expressar isso, o máximo que consigo é:
eu te amo mais que tudo.

"How can I decide what's right,
when you're clouding up my mind?"






(Decode - Paramore)

segunda-feira, 15 de março de 2010

cegueira.

Não é que não haja visão em meus olhos,
mas eles estão cegos pelo brilho;
Brilho que irradia em cada falar de sua boca;
cada passar de suas pernas; cada arquejo de seu corpo;
e que morre no silenciar da noite, quando encontro-me consciente,
e meus olhos, já sem brilho, divagam no quarto à te procurar, e não encontram...
Talvez estejam realmente cegos. Talvez lhe falte o brilho...



domingo, 14 de março de 2010

...

Acho que é cansaço. Você está se cansando, e não é dos momentos, das risadas, das brincadeiras, das chatices ou dos meus poemas; Você está se cansando de mim; E eu não posso deixar que você se canse. Cansar-te de mim é cansar-me da vida.
Por favor, não me prive de seu sorriso, das cores do meu dia, do brilho de seus olhos ao ver-me aos seus pés, do sorriso tímido e despercebido que abres, ao ver-te refletida em meus sonhos; Não se canse de mim; Que tudo mude: os momentos, as risadas, as brincadeiras, as chatices, os poemas; mas que não mude a gente. Que não mude...



sábado, 13 de março de 2010

rodopio.

Que seja apenas um rodopio; Que sua meia-volta tenha uma volta. Que em nossa ligação não haja amarração fraca; Que haja uma ligação centrípeta que te faça voltar à mim.
Um rodopio, é o máximo que posso suportar; Não posso te ver dando-me as costas, por um instante que seja, é dor interminável. E que nesse rodopiar meus olhos os seus encontre, braços e mãos firmes, faz-se fortaleza ao redor de nosso mundo, e que fique o resto... e eu já nem me lembro quando revela-se aos poucos a doçura em seu sorriso, que eu já não me lembro ao encontrar de nossos lábios; E a fortaleza se estreita no apertar de nossos braços; E não se lembra de nada; E o que ficou, ficou....
Me concede essa dança?


fênix.

Não é que haja alternativa à solidão. Ela simplesmente te engloba rápido demais para a percepção humana, em um mastigar frenético de nossos sentimentos, remoendo-os, contorcendo-os como trapos em uma máquina de lavar-roupa. Não é que haja alternativa, também, à nós: golpe fatal. Quando já esfacelados os sentimentos, o monstro se aloja em seu interior mais profundo; hiberna; espera, e qualquer movimento milimétrico de renascimento que possa se fazer, reacende o monstro, que cada vez mais forte te domina por inteiro, novamente. É um ciclo que faz com que exerçamos nosso significado de segredo, guardando-o, esperando, até que a fênix, que sempre esteve lá, o segredo, renasça das cinzas. E renasce.





Ana.

Ana,
Deito junto à ti em minha cama;
Não me venhas profana,
Te quero Dama!

Te desejo com o âmago de minh'alma
Te aproveito devagar e com calma.
Passemos o tempo sem ansiedade,
Te quero por toda nossa idade.

Quero-te em minunciosos detalhes,
e desvendar à todos esperando que um lhe fale:
"Sou tua e de mais ninguém"
E que em um beijo nossa boca se cale.

Com toda itensidade,
até que os anjos digam "amém";
Em nosso mundo: eu e você;
Personificando meu harém!

Em nosso êxtase me derreto
faço-me objeto obsoleto
Em um desfecho esperado,
após terem os murmúrios cessados.

Olhe em meus olhos,
com minha boca te chamo;
Oque quero que entendas,
é apenas que te amo!

peso.

Distância...
Nunca imaginei o peso dessa palavra, até sentir o poder dela. Minha vida poderia estar perfeita em sua plenitude, se não houvesse essa palavra em meu brando vocabulário de alguém do interior. Poderia suportar que todas as palavras me cegassem a vista do paraíso, menos essa; é a mais dolorosa. Ódio, rancor, saudade, angústia, ciúme, desistência.. parecem palavras tolas, jogadas no canto como meu casaco de inverno em pleno verão; já quando pronunciada "distância", mesmo que em outro contexto, meus dedos tremem, meus nervos se contraem, meu emocional vai ao chão. Eu temo essa palavra como o passáro teme a gaiola: é ver sua vida passar, preso, sabendo que você queria estar solto, e que o ar te queria nele. É ser recíproco nesta gaiola, e não poder voar. Eu só espero que um dia eu possa voltar no tempo, quando criança, quando não tinha, ainda, essa palavra em meu vocabulário; ou apenas, que se dissolva essa distância entre nós!




9:00 hrs.

9:00 do último domingo do mês, o despertador toca. Toca porque tocou, não que fora programado, assim, simplesmente, tocou. A ressaca da noite agitada lhe implora líquido, o gosto amargo do arrepender se concretiza em sua boca.. e o café está frio. Ressaca moral do feito imoral, setencia-te à um dia todo de água para lhe purificar; Não que purifique. A água, que limpa o arrepender de sua língua, que lhe tira o gosto do que não deve ser lembrado; por mais que limpa, se suja, e não tem o poder de tirar o imoral do ser, apenas o gosto de ontem.
E que ontem, hein?! Esbaldando-se em orgias físicas e alcólicas sem lembrar que existe alguém com quem você deve sim se importar: sua consciência. Que essa, por mais que omitida ou enganada, é sempre a dona da verdade, não há meios de enganá-la... ahhh se houvesse! E essa, hoje, lhe queima a cabeça, lateja. Consciência pesada. Fora ela que mandara o gosto do arrependimento em sua boca, será ela que lhe lembrará de seu erro, até o fim dos dias. Não há volta. Esta é, por mais que não se aceite, por mais que queiras fugir.. a Dona de sua vida. Ela é quem lhe manda, e à ela deves obediência
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deixa...


me deixa dormir? me deixa fechar os olhos e sonhar com você.
já que acordado em pensamentos não posso te esquecer,
me deixa sonhar com você.
me deixa falar, fazer, oque for com você,
são sonhos e ninguém pode me roubar.
é o lugar que eu posso ser quem eu quiser, ser teu.
teu e pra sempre, pra sempre teu.
difícil não te sentir,
aqui perto de mim.
difícil não ouvir aquela música o tempo todo,
trilha sonora.
difícil deitar,
difícil sonhar,
difícil acordar,
quando tenho você em meus braços,
sinto seu abraço,
seu beijo.
impossível, irresistível.
me deixa dormir?