Não te desejo sexualmente, te desejo em amor intenso; Sem fundamento. Sem razão de amar!
E aqui estou, sem “mim”, sem razão.. esperando apenas sua condição, e se não me escolheres: morte à mim, então!
Sou apaixonado por você. Mas essa paixão mora apenas em mim, e por mais que eu queira desabilitar meu coração, não consigo; Me vem a vontade, o desejo e tudo começa outra vez, e mais uma vez sei que vou chorar e sofrer por saudade. Saudade de alguém que nunca beijei, saudade de alguém que nunca sequer conversei; Saudade, apenas saudade. Mas por enquanto fico nessa longa espera. E, por mais que eu tenha beijado, desejado e amado alguém, tudo não passou de encontros físicos, nada além disso: porque o meu "EU", vive na espera, quem sabe, do dia que você notar, ou acreditar que eu não sou apenas mais um entre tantos outros, que gostaria de ter a chance de te mostrar o que é viver, o que é sorrir e o que é ser amada.
Não sou louco: os loucos não amam, loucos não entendem. Então chego à conclusão que o mundo é louco, pois ninguém entende a capacidade sincera que tenho de te amar e de te entender. Não quero atrapalhar seus namoros, sua vida e suas conquistas, entendo minha posição, quero apenas poder vibrar, mesmo que de longe, pelas suas conquistas e com um enorme sorriso dormir e sonhar com você, novamente.





Não é que haja alternativa à solidão. Ela simplesmente te engloba rápido demais para a percepção humana, em um mastigar frenético de nossos sentimentos, remoendo-os, contorcendo-os como trapos em uma máquina de lavar-roupa. Não é que haja alternativa, também, à nós: golpe fatal. Quando já esfacelados os sentimentos, o monstro se aloja em seu interior mais profundo; hiberna; espera, e qualquer movimento milimétrico de renascimento que possa se fazer, reacende o monstro, que cada vez mais forte te domina por inteiro, novamente. É um ciclo que faz com que exerçamos nosso significado de segredo, guardando-o, esperando, até que a fênix, que sempre esteve lá, o segredo, renasça das cinzas. E renasce.
9:00 do último domingo do mês, o despertador toca. Toca porque tocou, não que fora programado, assim, simplesmente, tocou. A ressaca da noite agitada lhe implora líquido, o gosto amargo do arrepender se concretiza em sua boca.. e o café está frio. Ressaca moral do feito imoral, setencia-te à um dia todo de água para lhe purificar; Não que purifique. A água, que limpa o arrepender de sua língua, que lhe tira o gosto do que não deve ser lembrado; por mais que limpa, se suja, e não tem o poder de tirar o imoral do ser, apenas o gosto de ontem.
E que ontem, hein?! Esbaldando-se em orgias físicas e alcólicas sem lembrar que existe alguém com quem você deve sim se importar: sua consciência. Que essa, por mais que omitida ou enganada, é sempre a dona da verdade, não há meios de enganá-la... ahhh se houvesse! E essa, hoje, lhe queima a cabeça, lateja. Consciência pesada. Fora ela que mandara o gosto do arrependimento em sua boca, será ela que lhe lembrará de seu erro, até o fim dos dias. Não há volta. Esta é, por mais que não se aceite, por mais que queiras fugir.. a Dona de sua vida. Ela é quem lhe manda, e à ela deves obediência.
