segunda-feira, 19 de abril de 2010
cansaço.
Me segure enquanto o cansaço me toma: meus joelhos estão cedendo! Meus olhos se fecharam no sobressalto da dor, mas eu estou acordando! – E isso faz minha cabeça latejar. As mãos perderam a força, e o aperto ficou frouxo. O coração está parando, suas batidas sussurradas. As narinas se incham, no último inspirar de esperança. Eu estou morrendo. Mas estou morrendo acordado – sei que estou morrendo, e o porquê; Caindo lentamente no precipício da razão, esperando a última pedra do caminho: a que me tire o último sopro de vida! E nessa angústia do cair, sua imagem em minha mente: olhos e boca pelos quais arrisquei tudo, doçura que me fez provar do gosto mais amargo – Sonho, em meu novo mundo de razão. Só espero que você veja; veja que perdi a razão ao te encontrar; veja, que morei em um sonho, uma vida irreal, da qual eu não queria despertar, mas que você agiu como alarme; Veja, que meu último sopro de vida é você, e que a última pedra só depende de você: não a coloque em meu caminho - deixe-me viver no eterno cair do penhasco: sabendo que terá um fim; apenas sabendo e esperando. Não me mostre nosso fim.
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