sábado, 13 de março de 2010

9:00 hrs.

9:00 do último domingo do mês, o despertador toca. Toca porque tocou, não que fora programado, assim, simplesmente, tocou. A ressaca da noite agitada lhe implora líquido, o gosto amargo do arrepender se concretiza em sua boca.. e o café está frio. Ressaca moral do feito imoral, setencia-te à um dia todo de água para lhe purificar; Não que purifique. A água, que limpa o arrepender de sua língua, que lhe tira o gosto do que não deve ser lembrado; por mais que limpa, se suja, e não tem o poder de tirar o imoral do ser, apenas o gosto de ontem.
E que ontem, hein?! Esbaldando-se em orgias físicas e alcólicas sem lembrar que existe alguém com quem você deve sim se importar: sua consciência. Que essa, por mais que omitida ou enganada, é sempre a dona da verdade, não há meios de enganá-la... ahhh se houvesse! E essa, hoje, lhe queima a cabeça, lateja. Consciência pesada. Fora ela que mandara o gosto do arrependimento em sua boca, será ela que lhe lembrará de seu erro, até o fim dos dias. Não há volta. Esta é, por mais que não se aceite, por mais que queiras fugir.. a Dona de sua vida. Ela é quem lhe manda, e à ela deves obediência
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