Na varanda eu vejo o céu se transformar, passando pelos seus tons de laranja e violeta antes de chegar ao negro manto que cobre a Terra; Hoje não tem estrelas. Entardeceu. Por mais negro que esteja o céu, ainda não é o fim do dia. Neste céu não há mudanças, e só se percebe a aproximação do fim do dia à partir do relógio na parede, que bate à cada meia hora, fazendo sua cabeça latejar de dor: Não, a culpa não é do relógio. A falta de brilho no céu me é familiar; A escuridão que toma o horizonte me reflete. E é quando o relógio bate o começo de um novo dia, que só me resta deitar. E que seu sonho seja o mesmo que o meu.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
relógio.
Na varanda eu vejo o céu se transformar, passando pelos seus tons de laranja e violeta antes de chegar ao negro manto que cobre a Terra; Hoje não tem estrelas. Entardeceu. Por mais negro que esteja o céu, ainda não é o fim do dia. Neste céu não há mudanças, e só se percebe a aproximação do fim do dia à partir do relógio na parede, que bate à cada meia hora, fazendo sua cabeça latejar de dor: Não, a culpa não é do relógio. A falta de brilho no céu me é familiar; A escuridão que toma o horizonte me reflete. E é quando o relógio bate o começo de um novo dia, que só me resta deitar. E que seu sonho seja o mesmo que o meu.
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